segunda-feira, 14 de junho de 2010

Carta à desilusão - II

Eu não entendo porque você fica investigando as minhas coisas e dando crises de ciúme se você não quer voltar. Nunca pediu, nunca insinuou, nada! Eu entenderia seu comportamento se fosse isso mas a verdade é que você não quer! Não quer compromisso, responsabilidade, nada. A única coisa que quer é essa vidinha de pegar de vez em quando para matar as saudades. A foda fixa, a carta na manga que ninguém dispensa.
Sabe quando criança ganha um brinquedo novo, joga o outro fora mas não quer que ninguém brinque com o velho? É exatamente isso. Quando ficava com a outra, enchia minha caixa de mensagens. Quando começou a namorar aquela vaca tinha me dito dias antes que me amava mas não queria ficar com ninguém... Um bando de mentira!

E por essas e outras eu não preciso te “poupar” de nada. Eu não vou ficar sentada esperando você ir a praia com uma, no bar com outra. Mas sei que o erro foi meu porque me acostumei a esperar. Esperei você esquecer a ex, você ficar naquela palhaçada de “sou traumatizado não posso namorar”, esperei várias mulheres passarem e suas paixonites também.

E ainda teria que esperar mais uma ir embora pra ficar tudo bem até a próxima chegar. Mas eu não quero mais esperar! E não adianta querer enumerar os meus casos durante todo esse tempo, eu tenho consciência das coisas que faço e de qualquer forma, sua lista seria maior que a minha. Então a única coisa que te resta nesse momento é se acostumar, me deixar pra trás, porque eu não vou esperar mais nada. Ou então pra sua sorte – e azar da coitada- você pode achar outra que não se importe em empacar por você.

Um abraço triste de alguém chamado Desapego.

3 comentários:

jefhcardoso disse...

A vida passa, com ganhos e perdas, mas os dias nunca retornam. Tudo que temos, não possuimos, pois nada levamos. E viva a vida e ame a, enquanto é sua.
Abraço.
Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

Inexplicable disse...

O bom é que tudo isso passa.

bittersweetgirl disse...

impressionante como sua vida se parece com a minha...